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Arrecadação é recorde até março PDF Imprimir E-mail
Escrito por Diretoria de Comunicação   

Em 20/04/2011

Até março, o governo arrecadou R$ 226,19 bilhões, com crescimento real de 11,96% na comparação com o mesmo período de 2010

O consumo ainda em alta e o vigor da atividade econômica garantiram no primeiro trimestre do ano a arrecadação recorde de R$ 226,19 bilhões da Receita Federal. Nos três primeiros meses, a arrecadação registrou um crescimento real (acima da inflação medida pelo IPCA) de 11,96%, sinalizando que o crescimento mais acelerado da economia verificado no ano passado manteve em patamares elevados as receitas do governo federal.

O crescimento da massa salarial e o lucro das empresas influenciaram no desempenho positivo dos principais tributos cobrados pela Receita. Os números da arrecadação das empresas dos setores de comércio atacadista, varejo e veículos automotores reforçam esses sinais.

No ano, a arrecadação já é R$ 35,74 bilhões superior à obtida no primeiro trimestre do ano passado. Descontada a inflação, o aumento foi de R$ 24,36 bilhões. Em março, a arrecadação também bateu recorde para o mês e atingiu R$ 70,98 bilhões, com alta real de 9,69% sobre o mesmo período de 2010 e de 9,80% sobre fevereiro deste ano. Em todos os meses do ano, a arrecadação bateu recordes.

Desaceleração. Segundo o secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, no segundo trimestre "mês a mês" será possível observar a queda no crescimento da arrecadação. A expansão real das receitas deve recuar para 9% no fim do ano.

O secretário admitiu que o crescimento da economia até agora surpreendeu. "Provavelmente o crescimento da arrecadação teria sido maior ainda se não fossem as medidas macroprudenciais", disse Barreto.

Na avaliação dele, as medidas adotadas pelo governo para frear o crédito, o consumo e controlar a inflação serão mais efetivas a partir de abril. "O impacto das medidas primeiro é no consumo e, em seguida, na arrecadação do PIS e da Cofins", disse o secretário. Em seguida, o impacto deverá ser sentido na arrecadação dos tributos que incidem sobre a lucratividade das empresas, como o IRPJ e a CSLL.

Esses dois tributos puxaram o crescimento das receitas e foram responsáveis por 31,61% do aumento da arrecadação entre janeiro e março deste ano em relação ao mesmo período de 2009, com alta real de 19,87%.

Para o secretário, esse resultado sinaliza a recuperação da lucratividade das empresas. As receitas previdenciárias tiveram alta de 9,01% e contribuíram com 20,34% do aumento da arrecadação. A Cofins e o PIS, que incidem sobre o faturamento das empresas e servem de indicador para medir o ritmo da atividade econômica, tiveram alta de 11,13% no primeiro trimestre.

Os setores que lideram o ranking de pagamento de tributos neste ano são o automotivo, extração de minerais metálicos, comércio atacadista, entidades financeiras, fabricação de máquinas e equipamentos, seguros e previdência complementar e comércio varejista.

 

Autoria: Agência o globo: Adriana Fernandes e Renata Veríssimo (Matéria publicada no O Estado de S. Paulo)

 
 
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